segunda-feira, 16 de julho de 2012
Minha poesia
Minha poesia é palavra presa...
Que só voa quando alguém as lê.
E esse alguém só entende quando toca
Com as pontas dos seus dedos
As estrelas do céu da minha boca.
E consegue conversar com a Lua...
Minha poesia eu carrego aqui dentro
Na minha bolsinha de mão
Como tesouro que não posso mais perder
E guardo no fundo da alma
Para nunca mais ficar sem ela
Minha poesia....
Vanessa Cony
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Brincadeira de fim de noite...Sem rima,de um jeito torto,tentando entender as entrelinhas que costuram minha poesia e minha vida.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
De verdade...
Foi depois de olhar atentamente para os anos que passaram diante dos seus olhos que ela descobriu aquilo que ainda acreditava.
Pois não foram as tantas decepções,as quedas,nem as tempestades pelas quais passou que a fizeram desacreditar no amor...
É,ela poderia mesmo deixar de confiar no sentimento,poderia.
Mas não! Ela entendeu que as tormentas pelas quais passou não significaram abandono,ou perda,ou o que quer que fosse.Pois o amor permaneceu lá.Exatamente no mesmo lugar que a brisa suave da vida resolveu semear...
E podiam dizer o que quisessem ,ela ainda acreditava.
Sabia que tudo na vida é transitório,ou melhor,quase tudo.Aprendeu que o coração é terra que nem todos os pés conseguem pisar,que amor não tem mesmo medida e que existe apenas para ser sentido.Mesmo que por vezes nada faça mais sentido.
Ainda assim ela acreditava no verdadeiro,naquele que se transforma com o tempo mas que permanece intacto em sua essência.
Porque amor de verdade não se acaba,porque amor de verdade existe,do lado de dentro...
E não será o dela,o meu ou o seu o melhor ou o maior amor do mundo.Pois o amor é só amor e isso basta.
E é muito....
Vanessa Cony
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Amor é o que tenho...Por você.
Quando o amor resolve bater em nossa porta,ele escancara, entra de forma avassaladora e muda aquela certeza infinita dos nossos dias.E nesse caso se torna quase impossível amar o que que não é mais amor.Aquele amor que deixou de ser,que deixou de fazer parte...
Porque amor é estrada dupla onde a gente só sorri se andamos de mãos dadas.
Amar sozinho dói.E dói uma dor inteira, porque coração sente falta de toda a outra metade.
É dor de não ter o beijo da boa noite.E não dizer a certeza do eu-te-amo-para-todo-o-sempre.
É dor não ter o aconchego do seu braço colorido e forte para descansar o meu cansaço.
E não sentir o cheiro do teu pescoço,o brilho dos seus dedos acarinhando seu corpo num auto-abraço quando te vejo de costas dormindo encolhido ao meu lado.
Impossível amar e não ter o teu beijo pela manhã com aquele gosto da noite,a espera pelo café forte do início do nosso dia.
E não sentir o prazer do banho a dois, onde a água fica mais quente quando toca a quentura dos nossos corpos.
Dói não ter a brincadeira no chuveiro e sua mania do banho perfeito.
Porque é bom ver você vestir seu corpo com cuidado,corpo que amo ,da cabeça aos pés...
Porque amor é rotina.
Aquela rotina que preenche os dias e as noites com velhos hábitos,com todos aqueles hábitos que já sei de cor.
Porque é bom admirar o seu canto no sofá,suas pernas estendidas e seu jeito de ver a lua subir.
É bom te levar para a cama segurando suas mãos e te olhar com ternura só para enxergar esse menino que você carrega escondido dentro desse corpo adulto.
É mesmo impossível a amar e não ter tudo isso.
Porque amor é rotina.
Amor é construído,é recíproca.
Amor se alimenta de amor,senão,amor míngua...
E não é justo ver o coração secar pela falta,pela ausência.Não é justo o coração viver o não-ter,o não- poder tudo isso.
Não é justo o não-amor...
Porque impossível é amar e não ser amado.
Possível é somente o amor.
E amor é o que tenho por você.É tudo isso que ganhei quando ele entrou de forma escancarada aqui,dentro do meu peito.
Vanessa Cony
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Por vezes as palavras faltam mesmo,engasgadas pelo excesso daqueles que amam intensamente e não entendem que amor não tem mesmo tamanho.Porque quando é amor descobrem o infinito contido nele.
(Vanessa Cony)
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Ela...
E é assim ,desse jeito mesmo que ela é.
Leve, com o peso de uma borboleta que sabe voar mas que espera o amadurecer das asas para alçar voo.
Quieta porque deseja ouvir .Porque um dia aprendeu que no silêncio é onde conseguia aprender mais.
Aprendeu que não precisava gritar para que ouvissem o seu amor.
O seu amor era sentido com os olhos e tocado pelas mãos a quem destinou o seu sentimento...E isso é o que importava para ela.
Aprendeu que ninguém rouba o coração de ninguém, porque quando seu amor resolveu partir ele foi...Mesmo sentindo todo o tamanho do seu amor.
E ele foi porque sentiu amor do outro lado.
Sim! O amor não estava somente em suas mãos,ele percorria outros corações que amavam,que sentiam e que desejavam amar.Intensamente...
E não é porque fosse leve que não sentia em intensidade.Acontece que ela não aprendeu a ser dura e arisca.Porque sabia que quem cultiva espinhos acaba por afastar quem mais deseja ao seu lado.Por isso era suave e intensa,assim,ao mesmo tempo...
E por isso talvez seu amor resolveu voltar,talvez...
E seu amor voltou.Voltou porque jamais deixou de sentir o que ela também sentia.E mesmo com seus tantos defeitos, ele voltou....
Ela trazia o peso das suas muitas debilidades.Era humana também,mas aprendeu a conviver com isso.
Mas verdade seja dita,ela se entregou ao amor.De forma explícita,da forma e do jeito dela.
Teve medo sim.Chorou,sofreu e por mais que a razão dissesse :desista,ela não desistiu. Seu coração surdo não conseguia entender...
Foi então que permaneceu.Permaneceu nela,nele,esperando calada que o nós se fizesse para sempre.
Mesmo quando tudo parecia o fim,onde não havia mais vírgulas,nem espaço para pausas ,ela permaneceu.
E nunca,nunca mesmo desejou retribuir a dor da ausência,a dor que o destino de tempo em tempo pregava.Manteve seu coração limpo aquele tempo todo mesmo quando a tristeza roubava um pouco do seu ar...
E ao contrário daqueles que julgam conhecer, ela também sabia voar...E em todas as direções voou e (re)criou aquilo que trazia lá dentro,que plantava e que colhia.
E não tinha culpa se as sementes que jogava eram essas.E somente essas...
Porque de amor que ela vivia e sobrevivia...
Vanessa Cony
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Onde realidade e fantasia se misturam fazendo história de uma única vida com muitas vidas em sua volta...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Sua poesia-Amor
Beijos e abraços é tudo o que mais quero de você.
Enxergar por dentro de seus olhos e ver o brilho que você insiste em esconder, como quem não deseja demonstrar poesia. Mas no fundo você carrega doçura e eu que não sou chegada a açúcar acabo me lambuzando toda com o seu amor.
É,seu prazer em devolver alegria te rouba um pouquinho de você.Mas esse seu jeito encanta,apaixona de uma maneira que vicia,impregna por dentro...
Seu jeito quadrado e careta acaba descendo redondo quando toca na minha alma,quando sinto seu cheiro dentro das minhas narinas polindo minhas extremidades,retirando minhas arestas,trazendo um contorno suave para meu corpo.
Ter amor por você me fez perceber seu jeito de amar, na conjugação dos verbos,no conhecimento das letras,no entendimento do substantivo maior que pude conhecer-amor.
Senti tanto que você nos presenteou com vida e hoje carrego vida aqui ...
Com você somos nós,sem pudores mas com todos os sentidos contidos no amor.
E eu,também coberta de defeitos amo cada defeito seu porque entendo que apesar de nossas debilidades,que apesar de todas as tempestades,que apesar do tempo que passou,continuamos a amar,continuamos a sentir o amor.
E assim entendo que sua poesia não está contida nas palavras escritas ,muito menos nas palavras pronunciadas.
Sua poesia está contida dentro dos seus lindos olhos.
Vanessa Cony
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Em resposta ao grande amor da minha vida...
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Conto
Ela sonhava...
Um sonho bonito onde construía uma vida linda.
E tudo que estava nela era muito mais do que a imagem estática de um porta-retrato.
Um amor,seu amor,seu fruto e ela.
Havia sorrisos e leveza,porque apesar de nem sempre ser leve, ela voava quando batia suas asas.Era a felicidade que as moviam de um jeito frenético ao sabor da sua própria alegria.
Era assim nos seus sonhos...
Mas a vida,de repente cessou o vento.
Sentia o peso sobre seus ombros e arrastava seu tempo com os olhos vendados.Não enxergava mais nada No fundo ela mesmo tapava seus olhos com sua mãos delicadas.
Entristeceu,não conseguia mais voar.Parada ficou,sem forças para se mover e sair daquele lugar.
Inesperadamente o vento soprou...
Foi arremessada pra muito longe daquele lugar onde havia depositado seus sonhos.
Chorou até secar,nem mesmo sua saliva saciava a sede de vida.Emudeceu sua voz.
Ficou ali,parada,com asas atadas pelo medo.Desaprendeu ,não voava mais.
Foi então que percebeu -seus sonhos eram livres,leves e soltos.
Podiam levá-la a qualquer lugar,em outro tempo.Poderia ir no meio do sonho!
E nessa hora descobriu sua capacidade de inventar estórias,de brincar com as palavras.Fazia poesia junto com o vento,desembaralhava sentimentos como que brinca de roda,girando,girando...
Sentia sua força chegando de mansinho,trazendo renovo.
E quando viu,suas asinhas batiam e a faziam voar de novo...
Ninguém mais iria roubar seus sonhos ,nem sua capacidade de voar.
Iria continuar sonhando até conseguir escrever uma nova história de amor para sua própria vida.
Iria viver seu sonho ,batendo suas asas e voando nos seus sentimentos.
Ela iria amar de novo.Para sempre...
( Vanessa Cony)
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Quando o impossível bater em sua porta descortine seus olhos e acredite...O amor existe em todo momento,em todo o lugar...
Eu continuei a sonhar,continuei a bater minhas próprias asas.Foi justamente o amor que carreguei nesses anos todos que moveu o meu caminho,hoje estou colhendo parte dos meus sonhos.
Hoje estou escrevendo uma nova história.Para sempre...
Vanessa Cony
terça-feira, 27 de março de 2012
Folha em branco.
Debruçada sobre a folha em branco.
Muda,calada e sem palavras...
Pensamentos guardados nos porões.Palavras que não foram pronunciadas,intenções explícitas omitidas pela imposição da incompreensão.
Sufocada ao ponto de viver na iminência de um transbordar de sentimentos.
São as contradições que confundem aquilo que decide imaginar.
Como pode um amor cantado em versos e prosas mudar o rumo de uma história?
Como pode tudo mudar?
Ela descobriu que o vento muda o percurso das folhas que, soltas ,voam em direções contrárias ao desejo do coração.
E o destino se encarrega de bagunçar suas tantas certezas.
Somente o amor-raiz é capaz de permanecer no meio das tempestades,no meio do vento...
Traduzir o amor é tarefa árdua,dizer o indizível quando ele ,o amor,grita por vezes sufoca seu peito.
E é por isso que talvez a folha ainda permaneça em branco...
Vanessa Cony
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O amor. sem palavras. Ou. A palavra amor, sem amor. Sendo amor, ou. A palavra ou. Sem substituir nem ser substituída por. Si, a palavra si, sem ser designada ou gnificada por. O amor. Entre si e o que se. Chama amor, como se. Amasse (esse pedaço de papel escrito amor). Somasse o amor ao nome amor, onde ecoa. O mar, onde some o mar onde soa. A palavra amor, sem palavras. ( Arnaldo Antunes)
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